quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Empatia? Por que não?

Durante a nossa existência tendemos a apresentar sempre o mesmo comportamento. Esses comportamentos são aprendidos por nossos pais, educadores, amigos, sociedade entre outros. 

Criamos raízes, com o tempo se tornam endurecidas e rígidas. Quando nos deparamos com situações que exigem de nós compreensão e flexibilidade, a pessoa não consegue lidar com a situação, pois nunca aprendeu a ser flexível, então a aceitação da situação se torna uma tarefa árdua. Levando o sujeito à sofrer em demasia por determinadas situações.

Vivemos constantemente diante de desafios, a maioria das pessoas tendem a ignorar, ou seja, passam por cima e não sentem a situação e não tentam entender. Outras preferem julgar aqueles que por um momento não os agrada, por eles não terem o mesmo padrão de comportamento.

Darei um exemplo, "se pegarmos um grupo, misto de pessoas adultas, com idade entre 30 e 45 anos, todos trabalham. É compreensível que todos apresentam comportamentos distintos, uns tendem a se encaixar bem ao estilo do outro, mas talvez um ou outro não se encaixe, ou apresente comportamento diferente. Por exemplo esta é uma pessoa carente, que necessite de atenção, e por isso é constantemente hostilizada pelo grupo, como sendo a pessoa que só quer chamar a atenção. Qual o motivo desta pessoa querer chamar a atenção?" 

Acredito que este é um exemplo simples, poderia dar muitos outros, porém quando nos tornamos flexíveis e empáticos, tendemos a nos colocar no lugar do outro, e percebemos qual o motivo que leva a pessoa a ser carente. 
De certa forma é uma tarefa fácil, mas que muitas pessoas não estão dispostas a fazer. Um provável resultado desta falta de empatia é a dissolução do grupo. A não ser que a pessoa que está sendo hostilizada não se importe com tais comentários. Cada comportamento depende do nível de compreensão que ela tem diante dos desafios da vida. A terapia favorece essa compreensão e fortalece a pessoa a conseguir superar todos os desafios.

Não espere muito tempo para compreender a dor do outro. Ou não espera muito tempo para entender sua própria dor. Pare, pense, reflita e se não conseguir sozinho, não esqueça que os profissionais de psicologia são excelentes para ajudar nesta tarefa.

Eliane Walther - Psicóloga Clínica - CRP 06/90232


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe seu comentário. Responderei assim que possível. Obrigada