terça-feira, 23 de agosto de 2016

Ao longo desses anos....

Ao longo desses anos como psicóloga, tenho percebido alguns comportamentos de pacientes. A procura pela ajuda psicológica se dá ao fato de que a pessoa está passando por alguma fase desfavorável, antes de tudo é interessante se perguntar o que aconteceu para que a pessoa esteja nessa fase de vida. Provavelmente não foi uma situação atual, algumas vezes são questões antigas, algum trauma, alguma relação mal resolvida com os pais, com familiares, relações amorosas mal resolvidas, problemas na infância, baixa auto estima, falta de foco, objetividade na vida. E a pessoa atribui o problema atual, somente ao presente dela. 
Lógico que as decisões do presente são primordiais para o futuro, e se continuarmos apegados de forma inconsciente ao passado, provavelmente as decisões para o futuro não serão muito favoráveis. Portanto, a terapia é um processo que demanda um pouco mais de tempo, exige paciência por parte do paciente. É preciso também que o paciente confie 100% no profissional escolhido. 
Dai a escolha ser muito importante, alguns pacientes deixam de escolher o psicólogo para serem escolhidos, é o caso do plano de saúde. Dificilmente o paciente escolherá o profissional que irá atende-lo, em clínicas o paciente passa por uma triagem e é encaminhado aquele profissional que "mais se adequa ao paciente", escolhido por quem faz a triagem. Então o paciente se depara com um profissional, que algumas vezes pode dar muito certo, mas às vezes não existe empatia, então o paciente trava, não consegue se abrir, não consegue se expor, talvez peça para trocar de profissional e fica pulando de profissional em profissional até acertar um. Ou senão os atendimentos se dão de uma forma tão acelerada que o profissional faz um atendimento em 30 minutos, afinal de contas o convênio paga pouco e o profissional precisa ganhar em dobro a hora. 
Quantas ligações eu recebo, e as pessoas me perguntam se atendo convênio. Eu não atendo convênio por vários fatores. O estudo na minha vida foi e é muito importante, para ser vendido por R$7,00 o paciente atendido. Gosto de um atendimento personalizado, onde deixo meu paciente a vontade. Acolho o máximo que consigo para que ele possa se abrir e expor seus mais profundos segredos. Para que eu possa ajudá-lo. Aqueles que não querem um atendimento personalizado, procuram por clínicas de psicologia que atende convênio e são tratados na demanda. "Próximo!".
Portanto, ao sentir vontade de fazer terapia, busque o melhor para você. Saiba que nada se resolverá em 4 sessões, ou pode ser que resolva, parcialmente. Se os problemas começaram a clarear é o resultado da terapia, acredite que ainda há alguns caminhos a serem percorridos. Se dedique, se ame, se conheça e seja feliz. 
Eliane Walther - psicóloga clínica - Iluminar Psicologia

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Psicologia do Esporte


Você é corredor? Atleta? Amador ou profissional? Gostaria de melhorar seu desempenho nas provas, nos treinos do dia a dia ou em provas de alta resistência? Por onde começar? Primeiramente busque a ajuda de um educador físico, este desenvolverá um trabalho individual a fim de obter resultados diferenciados. Além da assessoria esportiva, a atleta necessitará de mais algumas ferramentas para alcançar seu objetivo, como o fortalecimento muscular, nutrição e também psicologia.
O fortalecimento muscular, pode ser trabalhado com a ginástica funcional, pois trabalha o fortalecimento sem a necessidade de "puxar ferro" nas tradicionais academias, hoje existem aulas em parques e estúdios que suprem a necessidade do atleta. 
Nutrição, alimentação balanceada é fundamental para que o atleta possa se sentir mais preparado numa competição, afinal alimentação direcionada para o esporte é muito importante. 
E finalmente, Psicologia, Atualmente preparadores físicos têm buscado trabalhar com equipes multidisciplinares, além da nutrição, é necessário também o equilíbrio e controle emocional. A ajuda de um psicólogo tem sido fundamental nos treinos diários e provas que exigem concentração, foco e alto rendimento. O atleta necessita não só do preparo físico, mas emocional também. Psicólogos tem como função fortalecer a mente do atleta, revigorar ideias e manter o foco no objetivo, blindar a mente do atleta em relação a fatores externos na hora da prova, a fim de não prejudicar seu rendimento antes, durante e após a prova. O psicólogo opera como um facilitador do preparador físico. 
Treine sua mente como um atleta para tirar de letra as competições do dia a dia e ter melhores resultados em provas de alta resistência. Nós da Iluminar Psicologia e Avantty Assessoria Esportiva temos para você toda a assistência que necessita para que seus treinos sejam mais focados. 
Eliane Walther - Psicóloga Clínica e do Esporte 


terça-feira, 2 de agosto de 2016

Olimpíadas....

Confesso que sempre amei esportes, acredito que o corpo é ilimitado. O ser humano pode atingir limites inimagináveis. E os jogos olímpicos representam os limites inimagináveis que cada atleta pode atingir. 
As Olimpíadas de Moscou foi um marco na minha vida, não sei dizer o ano. Mas foi lindo, o símbolo do ursinho, alguém aí deve se lembrar, ele chorando quando os jogos terminaram e a pira olímpica foi apagada. Uma olimpíada que me mostrou o verdadeiro respeito pelo atleta.
Infelizmente depois de tantos anos, percebo que um momento tão importante na vida de um atleta foi banalizado. Uma cidade sem estrutura para receber milhares de atletas, congestionamentos monstruosos, assaltos mirabolantes, incêndios negligentes, ameaça de bomba, medo generalizado, sequestros, epidemia de sei lá o que, que ataca uma delegação inteira de atletas, e ameaça à volta deles para seu país de origem. Como assim? 
Acho que não estou entendendo nada.
E tem mais.... O atleta necessita de descanso. Cadê a estrutura? Dormitórios inacabados, vazando água, fios elétricos expostos. 
É decepcionante saber que os atletas se preparam por longos períodos para participar dos jogos olímpicos para não serem respeitados na cidade sede. 
Como sediar um evento tão importante sendo que atleta aqui não é respeitado, se é ciclista tem sua bike roubada, ou é atropelado por um sujeito que não se respeita. Se é corredor, não tem lugar apropriado pra treinar, sendo obrigado a treinar na rua e também correr o mesmo risco que os ciclistas. Se é velejador ou qualquer esporte aquático em local aberto, também não tem um local apropriado para treinar, tudo está banhado de M.... E por aí vai.... Tantos outros esportes que nem se ouve falar. 
Patrocínio? O que é patrocínio? Parece piada.... De mal gosto.
Fico triste em saber que as crianças não terão a mesma experiência que eu tive quando vi o ursinho chorando, fico triste em saber que as crianças não saberão o que é respeitar um verdadeiro atleta. Torço para que tudo aconteça dentro do esperado, para que o Brazil não fica mais mal falado do que já está.
Por: Eliane Walther - Psicóloga Clínica e do Esporte