É dia de ouvir a música da academia as 6 h da manhã, pois a sala de ginástica não tem acústica, e o som ecoa para quem quiser ouvir.
É dia de olhar para as pessoas, e tentar entender o motivo de sermos ignoradas, será por sermos diferentes? Ou por ter uma vida diferente aos padrões da sociedade ou simplesmente por ciúmes do marido ou namorado.
É dia de observar quais são os valores que as pessoas atribuem as outras, julgando-as, desqualificando-as.
É dia de entender que mesmo tendo uma profissão muito importante, esta é vista como tratamento para loucos.
É dia de olhar para nossas mãos e ver as marcas do dia a dia. Unhas sem esmalte, talvez por não querer ter a obrigação de seguir um padrão imposto pela maioria das mulheres ou talvez imposto pela sociedade.
É dia de olhar e dizer que somos diferentes e nem por isso deixamos de ser importantes.
É dia de entender que precisamos dizer "não" e não nos sentirmos culpadas, por não ter que gastar sem poder. É dia de não andar na moda. É dia de ser solteira depois dos 40 e estar muito bem assim. É dia de dizer que não tenho filhos e foi uma decisão muito bem pensada.
É dia de entender que ser simpática com qualquer homem é motivo para ser vista como "qualquer uma e que só quer dar uma..."
É dia de olhar para o Brazil (com Z) e pensar como pode um país tão bonito chegar ao fundo do poço como chegou. Bandidos são protegidos pelos direitos humanos e policiais são crucificados por tentarem colocar ordem.
Ordem e Progresso? Aonde? Um dia descobriremos onde está a tal Ordem e o tal Progresso.
É dia de ter esperança por um mundo mais compreensível, mais empático, mais amoroso e carinhoso.

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