terça-feira, 2 de agosto de 2016

Olimpíadas....

Confesso que sempre amei esportes, acredito que o corpo é ilimitado. O ser humano pode atingir limites inimagináveis. E os jogos olímpicos representam os limites inimagináveis que cada atleta pode atingir. 
As Olimpíadas de Moscou foi um marco na minha vida, não sei dizer o ano. Mas foi lindo, o símbolo do ursinho, alguém aí deve se lembrar, ele chorando quando os jogos terminaram e a pira olímpica foi apagada. Uma olimpíada que me mostrou o verdadeiro respeito pelo atleta.
Infelizmente depois de tantos anos, percebo que um momento tão importante na vida de um atleta foi banalizado. Uma cidade sem estrutura para receber milhares de atletas, congestionamentos monstruosos, assaltos mirabolantes, incêndios negligentes, ameaça de bomba, medo generalizado, sequestros, epidemia de sei lá o que, que ataca uma delegação inteira de atletas, e ameaça à volta deles para seu país de origem. Como assim? 
Acho que não estou entendendo nada.
E tem mais.... O atleta necessita de descanso. Cadê a estrutura? Dormitórios inacabados, vazando água, fios elétricos expostos. 
É decepcionante saber que os atletas se preparam por longos períodos para participar dos jogos olímpicos para não serem respeitados na cidade sede. 
Como sediar um evento tão importante sendo que atleta aqui não é respeitado, se é ciclista tem sua bike roubada, ou é atropelado por um sujeito que não se respeita. Se é corredor, não tem lugar apropriado pra treinar, sendo obrigado a treinar na rua e também correr o mesmo risco que os ciclistas. Se é velejador ou qualquer esporte aquático em local aberto, também não tem um local apropriado para treinar, tudo está banhado de M.... E por aí vai.... Tantos outros esportes que nem se ouve falar. 
Patrocínio? O que é patrocínio? Parece piada.... De mal gosto.
Fico triste em saber que as crianças não terão a mesma experiência que eu tive quando vi o ursinho chorando, fico triste em saber que as crianças não saberão o que é respeitar um verdadeiro atleta. Torço para que tudo aconteça dentro do esperado, para que o Brazil não fica mais mal falado do que já está.
Por: Eliane Walther - Psicóloga Clínica e do Esporte

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